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Diagnóstico por Imagem: campo promissor.



           Em entrevista à Revista do Biomédico – Órgão Informativo e Científico do Conselho Regional de Biomedicina da 1ª Região, o biomédico Marcos Caparbo fala da imagenologia, área de ampla possibilidades para os profissionais da Biomedicina. Veja a matéria:

           Marcos Caparbo tinha o sonho de ser professor quando decidiu investir na carreira de Biomédico. Ao longo do curso, na Universidade de Mogi das Cruzes, no entanto, foi descobrindo que existia um grande campo a ser explorado fora da sala de aula e, em 1988, quando concluiu sua graduação, estava pronto para seguir no novo caminho: a Imagenologia.
A mudança de rumo teve início quando descobriu e comprou um computador pessoal, ainda uma novidade na década de 80. “Sou um apaixonado por tecnologia. Foi meu primeiro passo no mundo da informática, que acabou me levando a buscar outras novidades na área”. Essa busca levou Marcos Caparbo a descobrir, quando cursava o terceiro ano de Biomedicina, uma nova tecnologia promissora na área da saúde, chamada Tomografia computadorizada . “Encontrei um equipamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Conversei então com
o Dr. Nélio Garcia de Barros, um radiologista que, para minha sorte, sabia o que um biomédico fazia e seu potencial para desenvolver esta nova atividade”, revela.

           Marcos Caparbo explica que o termo Imagenologia foi proposto há pouco tempo e acolhido na rotina das universidades e cursos de pós-graduação e especialização. Os mais usados são radiologia ou diagnóstico por imagem. Neste seguimento estão a tomografia computadorizada e ressonância magnética, a ultra-sonografia e radiologia geral. A radioterapia e medicina nuclear são áreas com finalidade diagnóstica e terapêutica. “Hoje dificilmente se faz uma intervenção cirúrgica ou terapêutica sem utilizar estes recursos. A radiologia geral e a ultra-sonografia são métodos direcionados para estudos de tomografia e ressonância para um diagnóstico definitivo, muito embora o RX e a USG sejam eficientes em alguns casos”, afirma.“Como toda essa tecnologia disponível, o paciente examinado tem vantagens no diagnostico preciso e do planejamento antecipado, seja ele terapêutico ou intervencionista”.
“Há bem pouco tempo não se vislumbrava a possibilidade de obter imagens do coração em movimento e do batimento cardíaco. Hoje conseguimos avaliar uma artéria coronária em um determinado instante do ciclo cardíaco sem qualquer artefato de movimento”.

           Embora toda essa tecnologia esteja disponível nos grandes centros urbanos com um custo razoável para o usuário do serviço, Marcos Caparbo lembra ainda que existem barreiras na implantação de novas áreas, principalmente nos centros em desenvolvimento, devido ao alto custo do investimento a ser feito.
Apóllon – Serviços de Diagnóstico por Imagem Ltda O setor de Imagenologia está em franco crescimento. adquirindo características e grau de eficiência nunca imaginados, na opinião de Marcos Caparbo.
Isso se deve, segundo ele, ao ininterrupto avanço da informática e ao desenvolvimento de equipamentos que proporcionam maior captação de dados. Como consequência, acontece uma melhora no pós-processamento, com ferramentas de
reconstrução que levam ao melhor diagnóstico. “As áreas de maior concentração de postos de trabalho são ressonância magnética e a tomografia computadorizada. Com crescente demanda de equipamentos de PET CT, as oportunidades aumentaram muito nos últimos dois anos. A radioterapia e a dosimetria são hoje os meios promissores de oferta de emprego. Os interessados devem buscar habilitação em imagem no curso de graduação ou pós-graduação específica para a área de Imagenologia.”

           O setor, no entanto, exige constante aperfeiçoamento. As grandes novidades são os equipamentos de ressonância de três telas, os tomógrafos acima de 100 canais e os PET CT, aliados à tecnologia de informática, disponibilizando softwares para pós processamento cada vez melhores. “Como a quantidade de informação útil armazenada é grande, foi necessário o desenvolvimento dee sistema de armazenamento de dados conhecidos como PACS (Picture Archiving and ommunication) e de gerenciamento de informações individuais dos pacientes nos hospitais e clínicas, como os sistemas RIS (Radiolohgy Information System )”, explica. “Com a digitalização, armazenamento e distribuição das imagens, o PACS busca a eliminação dos tradicionais filmes radiológicos, ao expandir as possibilidades de atendimento (com o uso de tele radiologia, que permite a participação de outros profissionais no processo decisório), bem como ampliar os métodos de diagnóstico com a utilização de visualizadores e estações de trabalho”.

           Marcos Caparbo, Conselheiro do CRBM – 1ª Região e integrante da Comissão de Imagenologia da instituição, é um incentivador daqueles que se interessam pela Imagenologia, mas faz um alerta:“é gratificante trabalhar nesta área, com satisfação pessoal plena, mas para o sucesso profissional é necessário seguir os preceitos de bondade, justiça e honestidade “, lembra.

           Em sua opinião, muito ainda precisa ser feito pela profissão, e ele cobra uma participação maior dos Biomédicos nas instituições da classe. “Os cursos de Biomedicina se espalham pelo país e estamos crescendo em número, mas é preciso
também lutar pela qualidade. O biomédico é um profissional indispensável no sistema de saúde”, resume.

REFERÊNCIAS

Revista do Biomédico, Órgão Informativo e Científico do Conselho Regional
de Biomedicina – 1ª Região - www.crbm1.gov.br, nº 89, maio/2009.
Apóllon – Serviços de Diagnóstico por Imagem Ltda